PUBLICAÇÕES Incompreensões da Vida A peça de xadrez sou eu
Entre reis, guerras e interesses, somos movidos como piões em um imenso tabuleiro. Mas até a peça mais frágil pode atravessar o jogo e se transformar. A verdadeira mudança começa quando deixamos de sacrificar o próximo.
Em 480 a.C., durante a Batalha das Termópilas, o rei Leônidas conduziu um pequeno exército grego contra as numerosas tropas persas comandadas por Xerxes I. A história popularizou principalmente os 300 espartanos, embora outros gregos também tenham participado daquela resistência, entre eles centenas de téspios que permaneceram ao lado de Leônidas até o fim.
O estreito desfiladeiro favorecia os defensores e dificultava o avanço persa. Durante alguns dias, estratégia, disciplina e conhecimento do terreno conseguiram equilibrar uma batalha numericamente desigual. No entanto, Efialtes revelou aos invasores uma passagem que permitiu cercar os gregos. Leônidas, percebendo que já não havia como vencer, dispensou grande parte de suas tropas e permaneceu com os soldados que protegeriam a retirada dos demais.
Séculos se passaram e poucos nomes sobreviveram à poeira daquela guerra. Lembramo-nos de Leônidas, o rei guerreiro, e de Xerxes, o soberano do vasto Império Persa. Os milhares de homens que marcharam, combateram e sofreram sob suas ordens desapareceram quase completamente da memória. Tornaram-se números, sombras e peças sacrificadas em nome de objetivos que talvez nem compreendessem por inteiro.
Foram peões no tabuleiro da História.
De lá para cá, os cenários mudaram muito. As espadas foram substituídas por armas de fogo; os cavalos, por motocicletas, automóveis e aeronaves. Abandonamos as pesadas vestimentas do passado, construímos cidades, automatizamos trabalhos e desenvolvemos máquinas capazes de realizar tarefas que antes exigiam o esforço de muitas pessoas.
Hoje temos água potável encanada, alimentos entregues à porta, ar-condicionado, aquecedores e aparelhos capazes de nos conectar instantaneamente a alguém do outro lado do planeta. Evoluímos tecnologicamente a ponto de construir foguetes que retornam do espaço e pousam novamente na Terra, quebrando por completo a frase motivacional “foguete não da ré”.
Apesar disso, ainda não conseguimos realizar o mais simples.
Ainda não aprendemos a amar o próximo como a nós mesmos.
Nem mesmo Jesus, com a grandeza de seus ensinamentos, conseguiu fazer com que os homens de seu tempo abandonassem o egoísmo. Sua mensagem atravessou séculos, continentes e civilizações, mas continua encontrando resistência dentro de nós. Aprendemos a dominar a matéria, a explorar o espaço e a produzir máquinas extraordinárias, mas ainda somos derrotados pelas nossas próprias ambições.
Continuamos agindo com egoísmo.
Em cada guerra, em cada batalha e em cada disputa pelo poder encontramos interesses disfarçados de grandes causas. Somos convocados a lutar por territórios que nunca nos pertencerão, por riquezas que jamais chegarão às nossas mãos e por projetos que beneficiam principalmente aqueles que estão no comando.
Os líderes falam em honra, pátria, segurança, progresso e liberdade. Os peões marcham, obedecem e enfrentam as consequências. Enquanto isso, os verdadeiros donos do jogo permanecem protegidos, observando o tabuleiro de longe e calculando o valor de cada perda.
Dividimos o mundo com cercas, muros e fronteiras. Apontamos para um pedaço de terra e declaramos: “Isto é meu”. Depois vieram as disputas, as invasões e as guerras. No passado, combatíamos por ouro, diamantes, terras férteis e rotas comerciais. Depois vieram o petróleo, o gás, os minerais estratégicos e os materiais raros. No futuro, certamente surgirá outra riqueza capaz de alimentar a mesma cobiça.
As justificativas mudam, mas o egoísmo permanece.
As fronteiras, sozinhas, não provocam guerras. Por trás delas existem ressentimentos históricos, interesses políticos, nacionalismos (egoísmo disfarçado), projetos de poder e ambições econômicas. Ainda assim, aquelas linhas traçadas nos mapas tornam-se símbolos de tudo aquilo que um povo acredita possuir e de tudo aquilo que outro deseja conquistar.
A guerra entre Rússia e Ucrânia demonstra como decisões tomadas por poucos podem impor sofrimento a milhões. O conflito envolve soberania, história, segurança, identidade nacional e interesses econômicos. No entanto, independentemente das justificativas apresentadas por cada lado, obviamente equivocadas, pois, são as pessoas comuns que perdem seus lares, seus projetos e a tranquilidade de suas famílias.
Elas são os peões.
Aqui faço um pequeno adendo: vários brasileiro se prontificaram a defender a Ucrânia e entrar em seu exército a pretexto de proteger a soberania ucraniana, no entanto, observa-se um desejo latente de buscar a guerra pela glória e pelo prazer de matar. Essas pessoas sequer sabem a história da Rússia e da Ucrânia, não sabem o que estão defendendo, apenas querem arriscar suas vidas em uma verdadeira roleta Russa ou quem sabe uma forma de morrer e ser lembrado. Acredito que não serão nem mencionados nos livros de história, e em no máximo 100 anos suas existências serão esquecidas, assim como os milhares que perderam a vida nessa guerra desnecessária.
A Segunda Guerra Mundial também não surgiu por uma única causa. A crise econômica, o ressentimento deixado pela Primeira Guerra, o nacionalismo, a propaganda, o preconceito e a fragilidade das instituições criaram o ambiente necessário para a ascensão de Adolf Hitler. Um homem que, na juventude, desejou ser artista e foi rejeitado pela Academia de Belas-Artes de Viena descobriu posteriormente que as palavras, quando alimentadas pelo ódio, poderiam mobilizar multidões.
O problema nunca esteve apenas no homem que gritava sobre o palanque. Estava também na multidão que deixou de pensar e passou a obedecer.
Quando a propaganda ocupa o lugar da verdade, quando o medo vence a razão e quando o sentimento de pertencimento elimina a consciência individual, pessoas comuns podem ser transformadas em instrumentos de projetos terríveis. O peão deixa de perceber que é responsável por seus movimentos porque passa a acreditar que apenas cumpre ordens.
O Brasil também entrou naquele enorme tabuleiro. Inicialmente neutro, o país declarou guerra à Alemanha e à Itália em 1942, após ataques de submarinos do Eixo contra navios brasileiros e em meio a diferentes interesses políticos, econômicos e diplomáticos. Mais tarde, cerca de 25 mil homens da Força Expedicionária Brasileira foram enviados para combater na Itália.
Muitos retornaram. Outros ficaram pelo caminho.
Por trás de cada farda existia uma família aguardando, uma história interrompida e uma vida que jamais voltaria a ser a mesma. Depois da guerra, foram erguidos belos monumentos para homenagear nossos heróis, e é justo que seus nomes sejam lembrados. Contudo, nenhum monumento consegue devolver um filho à mãe, um pai aos filhos ou a tranquilidade perdida por quem conheceu de perto a violência de uma guerra.
Há uma contradição perturbadora em tudo isso: a guerra destrói vidas, mas também movimenta fortunas. Ela alimenta a indústria de armamentos, gera contratos, redefine mercados e continua produzindo lucros muitos anos depois, por meio de filmes, jogos, livros, documentários, objetos históricos e roteiros turísticos.
Preservar a memória é necessário para que os erros não sejam repetidos. Entretanto, transformar a tragédia em mero espetáculo revela como o ser humano consegue extrair vantagem até da própria desgraça.
A guerra costuma ser lucrativa para quem permanece vivo e protegido atrás de uma mesa.
É difícil não perceber reflexos dessa lógica dentro dos quartéis. Os comandantes já não precisam necessariamente estar à frente das batalhas. Ordens são expedidas de salas refrigeradas, enquanto os peões enfrentam as ruas, o medo, a exaustão e o risco. Quando tudo termina bem, a vitória possui muitos donos. Quando algo dá errado, quase sempre procuram o nome daquele que estava na ponta.
A hierarquia é necessária para organizar qualquer instituição militar. O problema começa quando ela deixa de servir à coletividade e passa a utilizar pessoas como instrumentos descartáveis para preservar reputações, números, carreiras e interesses políticos.
Os peões sacrificam a saúde, a convivência familiar e, algumas vezes, a própria vida. Enquanto isso, aqueles que estão no alto do tabuleiro recebem homenagens por batalhas que acompanharam de longe. São exaltados pelos resultados, mesmo quando desconhecem o peso carregado por quem executou suas ordens.
No fim, quase sempre encontramos algum político ou pequeno rei no comando. Todavia, nem sempre são eles os verdadeiros donos do jogo. O mundo é movido pelo dinheiro, e o poder visível pode ser apenas uma marionete nas mãos de grandes empresários, investidores, organizações criminosas e grupos que jamais aparecem diante do público.
Eu, nessa história, sou apenas mais um peão que está despertando nesse imenso tabuleiro de xadrez chamado mundo.
E você, quem é nessa história?
É importante nos situarmos, porque a maioria de nós apenas segue o fluxo da partida. Trabalhamos, pagamos impostos, cumprimos obrigações e passamos grande parte da vida desejando coisas que acabaram de ser inventadas. Sonhamos com o carro recém-lançado, com o telefone de última geração e com objetos de que talvez nem precisemos, mas que a publicidade e as redes sociais nos fizeram acreditar serem indispensáveis.
O sistema oferece ao peão pequenos símbolos de realeza para que ele não perceba sua condição. Ele compra uma coroa parcelada, exibe sua felicidade nas redes sociais e retorna ao trabalho para pagar por aquilo que lhe disseram ser necessário.
Assim, continuamos jogando.
Em vez de questionarmos por que algumas pessoas possuem tanto e outras quase nada, lutamos para ocupar o lugar daqueles que estão acima de nós. Não desejamos acabar com o tabuleiro; desejamos trocar de posição dentro dele. O empregado sonha em tornar-se patrão para tratar outros empregados da mesma forma que foi tratado. O subordinado deseja alcançar o comando não para transformar a instituição, mas para repetir contra os que estão abaixo aquilo que sofreu quando ocupava o lugar deles.
Talvez essa seja uma das maiores vitórias do egoísmo: convencer o peão de que sua libertação depende de tornar-se rei.
Rossandro Klinjey apresenta uma distinção importante ao dizer:
“Amor-próprio é cuidar de si. Egoísmo é acreditar que tudo precisa acontecer do seu jeito.”
Amar a si mesmo não significa colocar-se acima do próximo. O amor-próprio nos ensina a reconhecer nossos limites, proteger nossa dignidade e não aceitar toda forma de exploração. O egoísmo, por outro lado, faz com que enxerguemos as outras pessoas apenas como obstáculos, concorrentes ou instrumentos para alcançar nossos objetivos.
Quem possui verdadeiro amor-próprio não precisa diminuir ninguém para sentir-se maior.
Lembro-me, nesse contexto, da história de Antônio Pedro Dariva, conhecido como Pedro, um mecânico capixaba que desenvolveu um motor movido a ar comprimido. A primeira patente de seu projeto foi obtida em 1994. Ele passou anos estudando o comportamento dos gases e investiu grande parte dos próprios recursos na construção e no aperfeiçoamento dos protótipos.
Recordo-me do impacto que aquela invenção provocou em mim. Era um motor que utilizava a diferença de pressão para movimentar os pistões sem a combustão convencional dos derivados de petróleo. O sistema prometia menor impacto ambiental, mais segurança em determinados ambientes e uma redução considerável da necessidade de lubrificação.
O mecânico chegou a construir protótipos com vários cilindros e despertou interesse fora do país. Portugal teria demonstrado interesse na tecnologia para utilização em plataformas de exploração de petróleo, justamente porque a ausência de combustão poderia oferecer maior segurança.
Achei aquilo fantástico.
No entanto, o Brasil não abraçou sua invenção. Talvez tenham faltado investimentos, testes independentes, aperfeiçoamento técnico ou interesse industrial. Ainda assim, é difícil não pensar no quanto uma tecnologia capaz de reduzir a dependência de combustíveis fósseis enfrentaria resistência em um mundo economicamente sustentado pelo petróleo.
Não sei tudo o que aconteceu com o projeto. Nunca mais ouvi falar de Antônio Dariva. Espero que esteja vivo e que tenha recebido algum reconhecimento pelo esforço de pensar além das soluções convencionais.
Sua história me faz perguntar quantas boas ideias desaparecem não porque sejam inúteis, mas porque seus criadores não possuem dinheiro, influência ou acesso aos lugares onde as decisões são tomadas. Quantas invenções permanecem esquecidas porque ameaçam interesses já estabelecidos? Quantas pessoas talentosas são mantidas longe do tabuleiro simplesmente porque não pertencem ao grupo que controla as peças?
O ser humano está sempre procurando uma maneira de se dar bem, engrandecer-se e exaltar a própria imagem. Para isso, engana, explora e sacrifica os mais fracos. Deseja ver todos abaixo de si e sente-se ameaçado quando alguém alcança uma posição semelhante ou superior.
Estamos adoecendo gradativamente porque negligenciamos nossa evolução moral.
Avançamos muito na inteligência, mas ainda caminhamos lentamente no campo dos sentimentos. Criamos máquinas extraordinárias, dominamos fontes de energia e armazenamos quase todo o conhecimento humano em pequenos aparelhos que carregamos no bolso. Entretanto, continuamos utilizando nossa inteligência para explorar, dominar e destruir.
Allan Kardec perguntou, em O Livro dos Espíritos, qual seria o vício mais radical da humanidade. A resposta apresentada na questão 913 foi direta:
“Nós o temos dito muitas vezes: o egoísmo.”
O egoísmo é a raiz da ambição desmedida, da exploração e da indiferença. Ele faz com que o homem veja o sofrimento alheio como um problema distante, desde que seu próprio conforto permaneça preservado. Faz com que dirigentes tratem pessoas como números, empresários enxerguem trabalhadores apenas como custos e instituições considerem seus integrantes peças substituíveis.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, encontramos uma advertência igualmente profunda:
“O egoísmo é a negação da caridade.”
A caridade, nesse sentido, não se limita à entrega de alimentos ou dinheiro. Ela também se manifesta na benevolência, no respeito, na justiça, na indulgência e na disposição de não fazer ao próximo aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco.
Sem caridade não existe segurança verdadeira. Existe apenas uma trégua temporária entre interesses que aguardam a oportunidade de entrar novamente em conflito.
A obra Transição Planetária, ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda e psicografada por Divaldo Pereira Franco, apresenta as grandes crises da humanidade como parte de um processo de transformação espiritual. Contudo, essa transição não acontecerá como um passe de mágica, nem será realizada apenas por forças externas. Ela exige a mudança moral daqueles que habitam o planeta.
Não haverá um mundo regenerado sem seres humanos dispostos a regenerar a si mesmos.
Esperamos que Deus transforme a Terra, mas resistimos quando a transformação precisa começar dentro de nós. Desejamos governantes honestos, porém procuramos pequenas vantagens sempre que surge uma oportunidade. Reclamamos da corrupção, mas justificamos nossas próprias faltas. Condenamos a guerra entre os países, enquanto alimentamos guerras dentro de casa, no trabalho, nas instituições e até nas comunidades religiosas.
Queremos a paz mundial, mas não conseguimos perdoar o vizinho.
Queremos justiça, mas apenas quando ela favorece o nosso lado.
Queremos igualdade, desde que ninguém possua mais do que nós.
A transição planetária começa justamente nesse ponto: quando deixamos de exigir dos outros aquilo que ainda não nos esforçamos para realizar. Ela começa quando o comandante deixa de enxergar o subordinado como uma peça descartável; quando o empresário percebe que o trabalhador não é apenas um número; quando o político entende que o poder é serviço; e quando cada um de nós abandona a necessidade de crescer diminuindo o próximo.
Jesus ensinou: “Quem quiser tornar-se grande entre vós será esse o que vos sirva” (Mateus 20:26).
Essa frase inverte completamente a lógica do tabuleiro.
O maior não é aquele que controla mais peças. Não é aquele que possui mais bens, recebe mais homenagens ou ocupa a posição mais alta. O maior é aquele que usa sua força para servir, proteger e levantar quem caiu.
Talvez eu seja apenas um peão. Talvez você também seja.
Podem escolher nosso lugar no tabuleiro, limitar nossos movimentos e tentar convencer-nos de que existimos apenas para obedecer. Podem usar nossa força, nosso tempo e nossa inteligência para sustentar projetos que não foram criados para nós. No entanto, existe algo que nenhum rei, comandante, político ou sistema consegue controlar por completo: a direção moral das nossas escolhas.
Ainda podemos decidir não pisar no semelhante para avançar.
Podemos recusar a mentira, questionar a injustiça, proteger quem foi colocado em posição mais vulnerável e interromper o ciclo de violência que recebemos. Podemos escolher não reproduzir contra os outros aquilo que um dia fizeram conosco.
O peão é aparentemente a peça mais fraca do xadrez. Move-se lentamente, possui poucos caminhos e quase sempre é o primeiro a ser sacrificado. Contudo, existe nele uma característica que nenhuma outra peça possui: quando atravessa todo o tabuleiro, pode transformar-se.
Talvez essa seja a mensagem mais importante desta reflexão.
Nossa vitória não está em ocupar o lugar do rei, controlar o jogo ou dominar as outras peças. A verdadeira transformação acontece quando atravessamos o tabuleiro da existência sem perder a consciência, a dignidade e a compaixão.
A transição planetária não será realizada por homens que desejam controlar o mundo, mas por pessoas que aprenderam a governar a si mesmas. Quando deixarmos de usar o próximo como peão ou boi de piranha, começaremos a construir uma humanidade em que ninguém precise ser sacrificado para que outro seja chamado de vencedor.
A peça de xadrez sou eu.
Mas o próximo movimento ainda é uma escolha minha.
Nova Venécia, 27 de julho de 2026.
Muita paz,
Rafael Cremasco Lacerda
Referências bibliográficas
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BRITANNICA. Battle of Thermopylae. Encyclopaedia Britannica. Disponível em: Batalha das Termópilas.
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FRANCO, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. Transição Planetária. Salvador: LEAL, 2010. Informações disponíveis no Mundo Espírita.
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KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Parte Terceira, capítulo XII, questões 913 a 917. Brasília: Federação Espírita Brasileira. Disponível no portal da Federação Espírita Brasileira.
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KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Capítulo XI, itens 11 e 12. Brasília: Federação Espírita Brasileira. Disponível no portal da Federação Espírita Brasileira.
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KLINJEY, Rossandro. Reflexão sobre amor-próprio e egoísmo. Disponível no perfil oficial de Rossandro Klinjey.
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LIBRARY OF CONGRESS. Brazil in World War II. Disponível em: Brasil na Segunda Guerra Mundial.
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CIMM. Mecânico do ES inventa motor a ar 100% ecológico. Publicado em 30 out. 2007. Disponível em: Antônio Pedro Dariva e o motor a ar comprimido.
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BÍBLIA SAGRADA. Mateus 20:25–28 e Mateus 22:39. Disponível no Bible Gateway.